Os Blocos Exploratórias Devolvidos em 2017 (1º sem)

Os Blocos Exploratórias Devolvidos em 2017 (1º sem)

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Segundo os contratos de concessão, os blocos exploratórios podem ter dois destinos: tornar-se um campo produtor (declaração de comercialidade) ou ser devolvido.

As devoluções, contudo, não eximirão o concessionário da obrigação de cumprimento do Programa Exploratório Mínimo (PEM) acordado no respectivo leilão. A devolução de blocos pode ser total (fim do contrato) ou parcial (redução da área).

Em 2017, os efeitos da desaceleração do setor exploratório ainda estão presentes, mas alguns blocos foram desativados no primeiro semestre. Segundo informado pela ANP, nesse ano foram devolvidos cinco blocos integrais e parte do  C-M-401, que deu origem ao campo Tartaruga Verde na Bacia de Campos.

O primeiro bloco a ser devolvido em 2017 foi o ES-M-413 (contrato BM-ES-26) na Bacia do Espírito Santo. Com operação da Petrobras, o bloco em mar foi desativado em fevereiro. O ES-M-413 estava em exploração desde  2005 (7a Rodada) e há registro de apenas um poço perfurado em sua área.

De operação da BP, os blocos C-M-471 e C-M-473, ambos do contrato BM-C-34, foram desativados em março. Os dois blocos haviam sido arrematados na 7a Rodada em 2005. Enquanto o C-M-471 possui apenas dois poços perfurados, o C-M-473 tem ao todo cinco. Mesmo que os poços perfurados tenham apresentados uma boa quantidade indícios de hidrocarbonetos, o consórcio mesmo assim decidiu devolver a área.

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Ainda na Bacia de Campos, foi devolvido também em março o C-M-333 (contrato BM-C-28) de operação da Petrobras. O bloco havia sido arrematado em 2003 na 5a Rodada de Licitações e possui dois poços.

Completando as devoluções em Campos, há o caso do bloco C-M-401 do contrato BM-C-36, que foi parcialmente devolvido pela Petrobras. O restante da área deu origem ao campo Tartaruga Verde. É inclusive nessa concessão que parte do reservatório está fora da área e será leiloado na 2a Rodada de Partilha esse ano.

Por fim, a devolução mais recente foi na Bacia terrestre do Recôncavo na Bahia. O bloco REC-T-256 de operação da Alvopetro foi arrematado em 2013. Depois de três anos de exploração e um poço perfurado, a Alvopetro optou pela desativação da área em maio de 2017.

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Por Luiz Ehlers (EnergyWay)