O Perfil Atual da Bacia de Santos (2017)

O Perfil Atual da Bacia de Santos (2017)

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Por Luiz Ehlers (EnergyWay)

Sendo a bacia brasileira com maior produção atual de petróleo, Santos vem apresentando uma produção crescente nos últimos anos.

Com uma produção atual superior a 1 milhão de barris diários, esse aumento tem sido movido especialmente pelos campos do Pré-Sal: Lula, Sapinhoá e Lapa. A região corresponde já corresponde a pouco mais de 40% da produção nacional e as perspectivas indicam aumento nos próximos anos com a entrada em operação de Libra (Mero) e os campos da Cessão Onerosa.

Conforme revela a figura, a porção do Pré-Sal em Santos é bastante expressiva.

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Santos se estende pelos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e uma porção do Paraná. A maior parte da produção, em torno de 70%, é realizada em campos localizados no Rio de Janeiro. Isso implica que o Rio de Janeiro recebe grande parte dos royalties e participações especiais.

O PERFIL DE PRODUÇÃO

Atualmente os principais campos produtores na região são os do cluster de Lula no Pré-Sal: Lula, Sapinhoá e Lapa. Os três vem apresentando resultados crescentes de produção e novas FPSO ainda estão previstas para a região nos próximos anos, aumento ainda mais sua capacidade de produção.

Contudo, Santos ainda possui outros campos de produção relevantes como Baúna, que está localizado ao sul da bacia, e encontra-se entre os maiores produtores do Brasil de petróleo. Há também os campos de gás natural como Mexilhão, Uruguá, Tambaú, Lagosta e Merluza. Estes representam grande parcela na produção de gás natural no Brasil.

O PERFIL DE EXPLORAÇÃO

Santos possui a maior diversidade de modelos de contratação das Bacias nacionais. A região possui atualmente blocos em exploração sob o regime de concessão e partilha, além dos campos da Cessão Onerosa.

Entre os blocos exploratórios sob concessão na região destacam-se o BM-S-8 (Carcará) de operação da Statoil, o BM-S-54 (Gato do Mato) de operação da Shell e o conjunto de blocos da Karoon. A Petrobras detém na região sob concessão os blocos conhecidos como Lebre, Sagitário e Júpiter.

Até então, Libra era o único bloco sob o regime de partilha na região, contudo, as rodadas de 2017 trouxeram mais seis áreas sob esse regime. Três dessas áreas são unitizáveis (2ª Rodada de partilha), ou seja, são extensões de reservas sob concessão na região. São elas: Norte de Carcará, Entorno de Sapinhoá e Sul de Gato do Mato.

Entre as áreas novas, leiloadas na 3ª Rodada de Partilha, estão Peroba e Alto de Cabo Frio.

LIBRA (MERO) E A CESSÃO ONEROSA

Mesmo com a produção crescente dos campos atuais, Santos ainda tem perspectivas de aumento nos próximos anos. Os principais campos de produção esperados no curto prazo no Brasil estão na região: Libra e Cessão Onerosa.

Libra, que foi leiloado em 2013, teve seu TLD (Teste de Longa Duração) iniciado no final de novembro e sua declaração de comercialidade já foi entregue à ANP, onde a área receberá o nome de Mero. Segundo a Petrobras, o pico de produção esperado para Mero é de 1,5 milhões de barris diários e sua produção comercial deve ser iniciada ainda em 2018.

Os primeiros campos da Cessão Onerosa, Búzios e Atapu, têm operação esperada para 2018 também. Os dois serão os primeiros a iniciarem produção, sendo que há ainda outros quatro na fase de desenvolvimento: Itapu, Sépia, Sul de Lula e Sul de Sapinhoá.

A chamada Cessão Onerosa foram áreas cedidas pela União à Petrobras sem a existência de leilões para que a companhia explorasse e produzisse até 5 bilhões de barris de óleo equivalente. Os primeiros levantamentos das reservas indiciam que pode haver na região mais que o dobro desse valor.

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