O Perfil das 17 Empresas Inscritas na R15 (Concessão)

O Perfil das 17 Empresas Inscritas na R15 (Concessão)

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Por Luiz Ehlers

No dia 21 de fevereiro, a ANP divulgou as primeiras 14 empresas inscritas para a 15ª Rodada de Concessão (R15). No dia 05 de março mais empresas foram aprovadas: CNOCC Petroleum Brasil Ltda.; Ecopetrol Óleo e Gás Do Brasil Ltda; Petrogal Brasil S.A.; Queiroz Galvão Exploração e Produção S.A.; Statoil Brasil Óleo e Gás Ltda; e Wintershall Holding GMBH.

Das inscritas, apenas três  (Cobra, Wintershall e Petronas) ainda não possuem contratos de E&P no Brasil.

R15 – Terra

1. Cobra Brasil Serviços, Comunicações e Energia S.A.
2. Parnaíba Gás Natural
3. Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras
4. Rosneft Brasil E&P Ltda.

R15 – Mar

1. BP Energy do Brasil Ltda.
2. Chevron Brazil Ventures Llc.
3. CNOCC Petroleum Brasil Ltda.
4. Ecopetrol Óleo e Gás Do Brasil Ltda.
5. Exxonmobil Exploração Brasil Ltda.
6. Murphy Exploration & Production Company
7. Petrogal Brasil S.A.
8. Petronas Carigali Sdn Bhd
9. Premier Oil do Brasil Petróleo e Gás Ltda.
10. QPI Brasil Petróleo Ltda.
11. Queiroz Galvão Exploração e Produção S.A.
12. Repsol Exploração Brasil Ltda.
13. Shell Brasil Petróleo Ltda.
14. Statoil Brasil Óleo e Gás Ltda.
15. Total E&P do Brasil Ltda.
16. Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras
17. Wintershall Holding GMBH

A sessão pública de apresentação das ofertas está marcada para o dia 29 de março. Na R15 serão leiloados ao todo 70 blocos nas bacias sedimentares marítimas do Ceará, Potiguar, Sergipe-Alagoas, Campos e Santos e nas bacias terrestres do Parnaíba e do Paraná, totalizando 95,5 mil km² de área.

Entre as que possuem ativos em E&P no Brasil estão:

A Parnaíba Gás Natural detém atualmente 17 concessões na Bacia do Parnaíba, onde a empresa faz parte do complexo de geração elétrica boca de poço da Eneva. Em novembro, a Eneva anunciou a compra da Petrobras do campo de Azulão na Bacia do Amazonas, onde potencialmente a empresa repetirá seu modelo de geração boca de poço.

A russa Rosneft possui 13 blocos de concessão na Bacia do Solimões nos arredores das reservas de Urucu. A empresa inclusive anunciou em janeiro de 2018 a perfuração de poços no bloco SOL-T-169 (R07-2005), próximo ao campo Juruá, que está no processo de venda de ativos da Petrobras.

A BP detém a operação de blocos exploratórios sob concessão nas Bacias de Barreirinhas, Potiguar e Foz do Amazonas. A empresa também possui participação em Campos dos blocos C-M-101, C-M-535 e o C-M-61, onde há o prospecto de Itaipu. Sob a modalidade de partilha, a BP adquiriu a participação nos blocos de Peroba (40%) e Alto de Cabo Frio Central (50%).

No final do ano passado, o Cade aprovou a joint venture da Prumo Logística com a BP para desenvolver, implementar e explorar um hub de gás natural no Porto de Açu, em São João da Barra, no Rio de Janeiro.

A Chevron detém a operação do campo produtor Frade na Bacia de Campos. Também possui participações em Papa-Terra e Maromba, onde é sócia da Petrobras. Derivado da R11, a empresa atualmente possui apenas um bloco em exploração sob concessão: CE-M-15 na porção marítima da Bacia do Ceará.

A CNOOC é uma das sócias do campo de Mero (Libra). Nas rodadas de 2017 ampliou seus ativos no Brasil com a operação do bloco ES-M-592 sob concessão (R14) e participação na área de Alto de Cabo Frio Oeste (20%) sob partilha e de operação da Petrobras.

A Exxonmobil ampliou intensamente seus investimentos no Brasil com os leilões de 2017. Até então, a empresa detinha apenas alguns blocos nas Bacias do Ceará e Potiguar.

A Exxonmobil foi a principal parceira da Petrobras nos leilões de 2017 e apresentou os maiores investimentos individuais na R14. Além da operação dos blocos C-M-37 e C-M-67 em Campos, a empresa adquiriu participação nos dois blocos na “franja do Pré-Sal” (C-M-346 e C-M-411) com os maiores bônus de assinatura do leilão.

Sob partilha a Exxonmobil está presente no bloco de unitização Norte de Carcará, além de adquirir participação no BM-S-8 (Carcará) sob concessão.

Na R14, a Murphy adquiriu juntamente com a Exxonmobil, que deteve operação, dois blocos na Bacia do Sergipe-Alagoas: SEAL-L-501 e SEAL-M-503. Em setembro de 2017, a QQEP anunciou um movimento de farm-in das empesas Exxonmobil e Murphy em 70% de dois blocos (SEAL-M-351 e SEAL-M-428) adquiridos na R13 (2015) na Bacia Sergipe-Alagoas.

A Ecopetrol detém blocos sob concessão nas Bacias do Ceará, Potiguar e Foz do Amazonas.

Petrogal possui grande presença no Brasil. A empresa está na concessão BM-S-11, que deu origem ao campo produtor Lula em Santos. Além desse também se encontra no BM-S-24 (Júpiter) e BM-S-8 (Carcará). A empresa possui também atividades exploratórias nas Bacias Potiguar, Pernambuco, Sergipe-Alagoas, Barreirinhas e Parnaíba. Nas rodadas de 2017, ampliou sua atuação para o bloco Norte de Carcará (20%) sob o modelo de partilha.

A Premier é operadora detém três blocos sob concessão na Bacia do Ceará, dos quais é operadora de dois deles: CE-M-655, CE-M-717.

QPI tem participação (não operadora) nos campos produtores de Abalone, Ostra e Argonauta no Parque das Baleias em Campos. A empresa ampliou suas atividades com uma participação (25%) em Alto de Cabo Frio Oeste leiloado em 2017 sob o modelo de partilha. A área possui operação da Shell.

Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) possui participação na produção do campo de gás não associado Manati na Bacia de Camamu-Almada. A QGEP possui ainda os campos em desenvolvimento como Atlanta, Oliva na Bacia de Santos, além de Camarão Norte, que está próximo a Manati na Bacia Camamu-Almada. A empresa possui várias concessões nas Bacias do Nordeste como Ceará, Potiguar e Sergipe-Alagoas.

Shell é atualmente a segunda empresa com maior produção de petróleo no Brasil A empresa está presente na operação dos campos Abalone, Argonauta, Ostra, Bijupirá e Salema, todos localizados na Bacia de Campos. A incorporação da BG ampliou mais ainda os seus ativos em E&P no Brasil. Com essa transação, a empresa passou a ter participação também nos principais campos do Pré-Sal: Lula, Sapinhoá e Lapa na Bacia de Santos. Shell opera uma série de blocos na Bacia de Barreirinhas, além do S-M-518 (contrato BM-S-54) em Santos, onde há o prospecto de Gato do Mato.

Os resultados dos leilões de partilha de 2017 ampliaram a atuação da empresa que é operadora de duas áreas: Sul de Gato do Mato (Santos) e Alto de Cabo Frio Oeste (Santos).

Statoil é um das empresas que mais tem ampliado seus ativos nos últimos anos. A empresa detém na Bacia de Campos a operação do campo em produção Peregrino, além de operar o bloco exploratório S-M-539 (BM-C-33), onde há o prospecto Pão de Açúcar. A companhia no ano passado adquiriu a operação no bloco BM-S-8, onde está o prospecto Carcará e também 25% do campo de Roncador, maior produtor de petróleo em Campos.

Nas rodadas de partilha de 2017, a Statoil ganhou a operação (40%) do bloco de unitização Norte de Carcará, tornando uma das operadoras de áreas do pré-sal juntamente com a Shell.

A Repsol Exploracion adquiriu na R14 um bloco marítimo na Bacia do Espírito Santo. A Repsol Sinopec (joint venture com Sinopec) possui atualmente participação nos campos produtores do Pré-Sal, Sapinhoá e Lapa, além de Albacora Leste em Campos.

A companhia possui também participação acionária em blocos exploratórios em Santos, Espírito Santo e Campos, incluindo o S-M-539 (contrato BM-C-33), onde há o prospecto Pão de Açúcar. Nas rodadas de partilha de 2017, a empresa deteve parte da área Entorno de Sapinhoá.

Total recentemente adquiriu ativos da Petrobras e, assim, detém a operação do campo de Lapa na Bacia de Santos. O campo entrou em operação no final de 2016 e produz na camada Pré-Sal. A companhia também possui participação no S-M-518 (prospecto Gato do Mato) e em Xerelete. A Total também detém a operação de blocos exploratórios nas Bacias do Ceará e Foz do Amazonas.

Nas rodadas de partilha de 2017, a empresa deteve sociedade (20%) com a Shell na área Sul de Gato do Mato.Leia Também

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